A Suécia, em termos musicais, é uma verdadeira potencial mundial. É verdade que até praticamente ao final dos 70’s, estavam fechados lá no seu cantinho, mas a partir de então, têm conseguido exportar a sua música e logrado excelentes resultados em todas as áreas.
O expoente máximo, e até mesmo a razão de tudo isto, sabemos todos que se chama “ABBA”, mas depois deles, deste bonito país nórdico, têm chegado, ano após ano, novas propostas musicais e dos mais variados quadrantes.
Mas muito antes de tudo aquilo que hoje conhecemos vindo da Suécia, como por exemplo: (aviso já que a lista é longa)
- Abba, Cardigans, Ace of Base, Looptroop, Roxette, José Gonzalez, The Knife, Army of Lovers, Entombed, Convenant, Tiamat, Dr. Alban, Clawfinger, Millencollin, Turbo Negro, I’m From Barcelona, The Hives, D.A.D, uff…(fico por aqui, senão a lista nunca mais acaba?
Inicialmente tinham outro nome, mas com o sucesso que obtiveram com a participação num festival popular, lá por aquelas bandas, algo tipo o Festival de San Remo, mas versão sueca, começaram a gravar com esta nova denominação. E logo ao primeiro rebento, sucesso!
“Oh Susie” foi êxito imediato na Suécia e em mais alguns países do centro da Europa.
Alguns discos mais tarde, os SECRET SERVICE colocam no mercado este “Flash In The Night”. Com ele, o sucesso do projecto torna-se agora planetário.
Em Portugal também arrasou por completo, e o tema rodava insistentemente nas rádios, nos bailaricos, nas discotecas, etc… e as rodelas pequenas de vinil preto, prensadas no nosso pais, também se venderam largos milhares.
Tanto é, que quem quiser hoje adquirir uma cópia, basta ir a uma feira ou a uma loja de discos usados e pode “rifar” um single deste “Flash In The Night”, por duas dezenas de cêntimos.
A música foi também incluída no 3º álbum da banda, "Cutting Corners", e curiosamente, um dos seus criadores, compositores e mentores da banda, não era oficialmente membro. Quer dizer, era mas não era.
Componha e gravava, mas não aparecia, nem nas capas dos discos, nem nos telediscos e muito menos nos concertos ao vivo.
Ainda haverei de voltar a falar deles por aqui, mas para hoje deixo esta bonita recordação de 1981.
Conhecida sobretudo pelo excelente “Bette Davis Eyes”, KIM CARNES sempre foi uma das minhas vozes preferidas.
Enfim! Admito que possa ser um fetish meu, por cantoras loiras e de voz rouca.
No mesmo álbum de onde foi extraído “Bette Davis Eyes”, intitulado “Mistaken Identity”, encontramos este “Draw of the Cards”, que também teve direito a edição em single, num “edit” mais curto e numa versão maxi-single, onde o tema aparece na mesma duração que se encontra no álbum.
Aqui fica o destaque de hoje a um grande tema desta cantora americana, que construiu a sua carreira na “country music”, mas acabou por ser no “pop mainstream”, onde alcançou os seus maiores sucessos.
KIM CARNES continua a editar discos, voltando o “country” a ser o seu estilo musical de eleição.
Este foi o single que marcou o inicio da curta carreira a solo de PAUL GARDINER, musico que pertenceu aos Tubeway Army e fez também parte das bandas que acompanharam Gary Numan.
Devido a esse facto, não espanta que Numan assuma a vocalização de ambos temas deste disco. Este "Stormtrooper In Drag", surge mesmo em algumas compilações de Gary Numan.
Alem deste single, PAUL GARDINER ainda editou um outro, já na com selo da editora de Numan, mas acabou por falecer em 1984, vitima de overdose, pelo que nunca chegou a editar qualquer álbum a solo.
Genérico da versão portuguesa de "Il Etait Une Fois... L'espace", dos mesmos produtores de "Era Uma Vez... o Homem".
Neste série "ERA UMA VEZ... O ESPAÇO", mantém a maioria das personagens da primeira e que também iriam figurar nas outras 4 seguintes.
Estas séries criadas por Albert Barillé, ensinavam-nos, e de que maneira, a descobrir e aprender muitas coisas, que sem ser desta forma divertida, dificilmente daríamos tanta atenção.
Como sempre acontecia por aquela altura, começava por ver a série na TVE, televisão espanhola, e só depois na RTP, já com a narração feita em português.
Este original de 1972, de Labi Siffre, rendeu aos MADNESS mais um sucesso no ano de 1981.
O tema foi editado em single, não fazendo parte do alinhamento de nenhum dos álbuns de originais, mas acabou incluído na primeira compilação de êxitos dos grupo "Complete Madness".
Em Inglaterra o disco subiu ao Nº 4 do top de singles das ilhas de Sua Magestade, conseguindo também algum destaque no hemisfério sul do planeta, em especial na Austrália e Nova Zelândia.
Por cá, quem em 1981 e 1982 ouvia a Rádio Comerical, e o seu programa "TNT - Todos No Top", certamente recordar-se-à da rodagem deste tema nesse histórico programa.
Ao longo dos anos, várias foram as vezes que este "It Must Be Love" foi reeditado, quer em vinil, quer em CD, assim como usado em bandas sonoras de filmes.
Este é o tema mais conhecido de todo o musical "Cats", onde é cantado pela personagem Grizabella, representado pela cantora ELAINE PAIGE.
Com ele a cantora nascida em Barnet, a norte de Londres, conseguiu alcançar o Nº 5 da tabela de vendas inglesa, alem de varias outras espalhadas pelos cinco continentes.
Um ano mais tarde, a norte-americana Barbra Streisand recriou o tema, também com enorme sucesso, especialmente na América onde chegou ao Nº 9 da tabela da Billboard Adult Contemporary Chart.
Essa foi apenas uma, das mais de 160 versões e recriações feitas e lançadas ao longo destes anos, deste verdadeiro clássico de Andrew Lloyd Webber.
Este "Memory" pode também ser encontrado no álbum com a banda sonora do musical "Cats" editado em LP, cassete e CD.
1. Controversy 2. Sexuality 3. Do Me, Baby 4. Private Joy 5. Ronnie, Talk To Russia 6. Let's Work 7. Annie Christian 8. Jack U Off
Um ano depois de "Dirty Mind", PRINCE regressa aos discos e à controvérsia com o lançamento deste álbum.
"Controversy" foi o nome dado ao disco, onde musico de Minneapolis continua a explorar as letras sexualmente explícitas, mas onde se nota uma melhor e maior fusão entre oPRINCE antes e pós 80, que é como quem diz, antes e depois de "Dirty Mind".
O primeiro tema a ser retirado em 45rpm foi precisamente "Controversy", tendo posteriormente sido editados mais 3 singles; "Let's Work", "Do Me, Baby" e "Sexuality".
PRINCE regressa aos discos em 1981 e este foi o single de apresentação do álbum desse ano, precisamente, apelidado de "Controversy".
O tema conta com a participação vocal de Lisa Coleman, que já o acompanhava desde "Dirty Mind" e que estará também presente nos The Revolution.
"Controversy" não conseguiu alcançar posição de destaque, nas principais tabelas de vendas mundiais, tendo-se limitado, apenas, a uma boa performance na lista de R'n'B da revista Billboard.
Há quem diga que a musica moderna portuguesa, começou com o aparecimento dos HERÓIS DO MAR. Algo que embora possa parecer exagerado, não sei se não é uma absoluta verdade.
A postura, a estética visual e sobretudo musical, marcou uma verdadeira mudança na musica deste país.
Há pouco tempo o site "Museu do Boom do Rock Português", pediu-me para dar o meu "top 5" dos álbuns e singles daquele período e a minha escolha recaiu, precisamente, no álbum estreia dos HERÓIS DO MAR. Acreditem que não foi uma escolha inocente. Foi sim, baseada no que todos aqueles discos, editados por aqueles dias, acabaram por representar no futuro e como podem ser vistos com olhos de 2010.
Neste caso, esse trabalho dos HERÓIS DO MAR, mesmo sem muita gente ter dado por isso, acabou por ser o mais marcante, condicionando e indicando rotas, para os que viriam posteriormente a trilhar o caminho da musica moderna nacional.
Mas também o fiz pela diferença, pois ao contrário do que agora acontece, os HERÓIS DO MARsempre assumiram a sua portugalidade, mas não num contexto de olhar para o passado e fazer disso bandeira. Pelo contrário, e é isso que hoje mais me fascina, a sua obsessão com as origens, é certo, mas sempre focados no presente e sobretudo no futuro.
No lote de temas desse primeiro álbum, dois fizeram parte deste single, tendo a cara-A sido preenchida pelo sempre melodramático "Saudade", sentimento mais que nacional, e o lado-B ocupado pelo não menos excelente "Brava Dança dos Heróis", tema que no dia de hoje, 10 de Junho, ganha ainda mais significado.
Terminado com uma questão:
- Para quando o lançamento em DVD do excelente documentário "Brava Dança"?
A1. Planet Earth (Night Version) A2. Khanada B1. Fame B2. Girls On Film (Night Version)
Edição para o mercado japonês agrupando as "Night Versions" de "Planet Earth" e "Girls On Film", além dois lados-Bs de singles; "Fame" cover do original de David Bowie e "Khanada", ambos temas usados no lado-2 das edições europeias do maxi-single de "Careless Memories".
O titulo "Nite Romantics" não é inocente, que nestas coisas os japoneses não têm por hábito brincar, onde se aproveita a associação ao movimento "new romantics", cada vez mais liderados pelos DURAN DURAN.
Grande tema new wave do inicio da década de 80, assinado pelos britânicosTHE MOBILES, "Drowning In Berlin" foi maior sucesso da carreira do grupo, fazendo também parte do alinhamento de "Mobiles", o LP editado pelo grupo no ano de 82.
Neste Dia Mundial da Criança (celebrado em Portugal), as escolhas do VIVA80s, para o dia de hoje, recaíram inteiramente em alguns "meninos prodigios" década.
Este single foi Nº 1 em França, além de alcançar várias outras tabelas de vendas.
Depois do single veio o álbum, o sucesso foi, mais ou menos, mantendo-se, mas a sempre difícil transição entre o "menino de sucesso" e o "artista adulto respeitado", afastou Nikka do grande publico durante um bom número de anos.
Em 2001 regressou com "Everybody Got Their Something" e conseguiu de novo dar nas vistas, mesmo que não tenha chegado tão longe nos top's.
Dai para cá, NIKKA COSTA tem mantido uma boa regularidade, sua carreira discográfica, com álbuns editados em 2005 e 2008.
Para quem, como eu, é um fã das versões 12 polegadas, a década de 80 é terreno fértil e dado a imensas e espantosas descobertas, devido ao grande número deste tipo de edições que aconteceram ao longo daqueles anos.
Os maxi-singles, por essa altura, apresentavam versões muitas mais trabalhadas, na sua maioria mais longas, do que as que apareciam nos LPs e nos singles. Mas ainda longe das remixes e remisturas sem fim, que passaram a pautar as edições maxis a partir da parte final dos 80's, mais ainda, na década de 90 e em diante.
Esta versão data de 1981, este "Homosapien" era o tema principal do LP de PETE SHELLEY, ex-Buzzcocks, que teve direito a uma dessas versões trabalhadas, para ocupar as 12 polegadas do maxi-single. Excelente também é a versão "(Elongated Dancepartydubmix)" que podemos encontrar no Lado-B deste disco.
Agora que a TVI anuncia a estreia da série "Glee", que tanto furor tem feito lá fora, ao ponto de o "cast" ter gravado uma versão de "Don't Stop Believin'" e te-la colocado nos tops, fazia todo o sentido regressar à origem.
Ou seja, ao original dos JOURNEY, também usado na série, e que também alcançou enorme sucesso, no já longínquo ano de 1981.
"Don't Stop Believin'" é provavelmente o tema mais reconhecido do grupo de Steve Perry, mesmo não tendo sido o single do álbum "Escape", do qual faz parte, a alcançar a posição mais alta no top americano.
Com o passar dos anos esta faixa foi-se perpetuando e é hoje uma das mais populares do "melodic rock FM" americano, não só dos 80, mas de todos os tempos.
Este "Alleys Of Your Mind" foi o primeiro single dosCYBOTRON, um dos projectos pioneiros do "techno", que Juan Atkins e Richard Davis dividia no início da década de 80.
O disco saiu pela Deep Space Records, a editora do próprio grupo, antes de estes assinarem com a Fantasy, onde viriam a editar "Clear" o maior clássico de toda a carreira do grupo.
"Alleys Of Your Mind" acabou também por ser incluído em "Enter", álbum estreia do grupo, que mais tarde foi reeditado em CD, desta vez com o titulo de "Clear" e com alinhamento ligeiramente diferente do LP original.
Os RONDO VENEZIANO datam de 1979, mas só chegaram aos discos no ano seguinte. Depois de uma estreia bem sucedida, o projecto liderado por Maestro Gian Piero Reverberi regressa com novo trabalho.
Esse segundo disco, intitulado "La Serenissima", não só repete, como aumenta ainda mais a popularidade dos RONDO VENEZIANO, um pouco por toda a Europa.
Em Portugal nunca foram um fenómeno, como aconteceu em Espanha, por exemplo, mas mesmo assim, era bastante usual ouvir as suas musicas, já que mais não fosse, nos separadores da rádios e televisão.
Especialmente na Televisão, os temas dos Rondo eram usados, sempre que aconteciam as populares interrupções e o pivot de serviço nos informava que:
"Pedimos desculpa pela interrupção, retomaremos a nossa emissão dentro de breves momentos."
Lá fora o sucesso foi bem maior e houve mesmo lugar à edição em 12 polegadas, normalmente mais virados para as pistas de dança, de "La Serenissima", o tema principal do segundo álbum do projecto.
Este teve também direito a um teledisco em animação, que podem assistir num outro post, na mesma linha que mais tarde foi usada pelos La Bionda, no seu clássico "I Wanna Be Your Love".